segunda-feira, 28 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Pesquisa sobre o Complexo da Pampulha

             O complexo arquitetônico da Pampulha foi um espaço de lazer construído no entorno do Lago Artificial da Pampulha na década de 40 durante um projeto de modernização da cidade de Belo Horizonte na gestão de Juscelino Kubitschek. A obra foi encomendada ao arquiteto Oscar Niemeyer, além da participação do paisagista Burle Marx e do pintor Cândido Portinari. As obras são:

                                                     Igreja São Francisco de Assis:

                                      

              Foi umas das primeiras obras do arquiteto que repercutiu pelo país. A igreja apresenta um painel de azulejos azuis do artista Cândido Portinari e outras obras em seu interior, além de curvas em sua estrutura que parecem integrar a igreja com o lago da Pampulha. O estilo dele fica bem retratado quando usa das linhas assimétricas para dar volume e flexibilidade á obra.

                                                                 Casa do Baile:

                                      

              A arquitetura dessa construção também deixa claro a interação entre a obra e a paisagem. Apresenta curvas por toda extensão e também um belo jardim que trás conforto ao visitante. Além de ter sido um ambiente de apresentações de danças também atraia muitos pela sua gastronomia e jogos, sempre atendendo a classe alta da cidade. Hoje abriga muitas exposições, amostras, seminários e eventos relacionado ás áreas de urbanismo, arquitetura e design.

                                                    Museu de Arte da Pampulha (Map)

                                       


               E um dos pontos turísticos mais famosos de Belo Horizonte. Possui curvas e traços evidentes da influência de Le Corbusier. A colunas circundam todo o prédio além da presença de azulejos e muitas vidraças. Foi inicialmente um cassino muito frequentado, com pista de danças, jogos e restaurantes. Com a proibição dos jogos poucos anos depois da abertura, se tornou o museu que hoje conhecemos.

                                                                    Iate Tênis Clube

                                      

                A obra apresenta grandes janelas, assim como todas as outras, e integra o monumento à paisagem. É uma área de lazer das famílias com um ambiente muito aberto e agradável. As atividades esportivas ao ar livre são as maiores atrações do clube com grande atenção aos esportes náuticos. 


Fontes:
www.bhumafotopordia.com/2013/09/casa-do-baile-parte-do-conjunto.html
www.belohorizonte.mg.gov.br/atrativos/roteiros/marcos-da-modernidade/arte-chamada-pampulha
www.belohorizonte.mg.gov.br/atrativos/roteiros/conjunto-moderno-da-pampulha

segunda-feira, 21 de março de 2016

Rede de objetos e conceitos de Vilém Flusser (original e repensada)

     Para essa atividade os professores pediram para que nós levássemos objetos que nos definissem. Se definir é muito difícil. Reunir todos nossas características em um só objeto é impossível. A pedra de cristal por mim escolhida era o que melhor reunia vários atributos em um corpo só: força, transparência, resistência, entre outros.
        Fiz conexão do meu objeto a uma bolsa e uma peça de xadrez. Analiso essa decisão de dois pontos de vistas segundo Flusser: finalístico e programático. A relação com a torre de xadrez se fez de forma finalística uma vez que meu objeto apresenta certas características comuns a torre -como a força- portanto não há um acaso e sim um propósito, um motivo. Porém ao relacionar meu objeto com a bolsa me desprendi do pensamento mencionado anteriormente. A bolsa e meu objeto não têm características em comum... Também não escolhi ela por conter características que eu anseio ter. Poderia ter escolhido qualquer outro objeto na mesa, mas então porque uma bolsa sem uma característica em comum? O acaso desse acontecimento se tornou útil, necessidade. Relaciono então do ponto de vista do objeto: a bolsa remete a ideia de abertura e a pedra um sólido "fechado", a bolsa pode carregar diversos materiais já a pedra carrega somente seu material do qual é composta, a diversidade que a bolsa implica se opõe a monotonia da pedra. 
                  Após repensar: Quando levo meu pensamento para o mundo abstrato percebo que conexões entre os objetos podem ser feitas, como por exemplo a transparência da pedra poderia ser usada para enxergar através da bolsa ou então se a pedra fosse afiada ela poderia ser usada para rasgar a bolsa e revelar seu conteúdo, por outro lado além da bolsa carregar toda a subjetividade que a pedra carrega em si ela também poderia ser usada para reunir todos os pedaços caso a pedra de cristal viesse a se quebrar. 
     Após essa reflexão absurda que o pensamento programático exige, começo a compreender perfeitamente a atividade proposta. A rede de objetos que foi criada era uma atividade pré-definida, porém seu grau de liberdade imenso não permitia previsão sobre sua forma final. É impossível saber qual critério cada aluno usará, sendo assim, cada conexão na mesa será interpretada de forma diferente por cada um de nós, expondo a lógica programática na sua essência .

domingo, 13 de março de 2016

Reflexão sobre arquitetura e vestuário

    A arquitetura esta intimamente ligada a diversos aspectos da arte. É influenciada e influência simultaneamente. A forma como nos vestimos expõe ao mundo nossas necessidades e nosso estilo, assim como os monumentos arquitetônicos também tendem a interagir com  cotidiano humano. A estética e a utilidade são relevantes na composição de uma peça de roupa assim como em um projeto arquitetônico também. Porém a necessidade da adaptação é tratada de forma diferente nesses casos. Na arquitetura o ambiente em que se trabalha nos da maior liberdade de mudanças se necessário, já no vestuário não se muda uma peça a hora que bem entendermos. O ambiente interage com o vestuário e este reagirá da mesma forma pois já esta pré-determinado a uma função. Nós podemos nos adaptar a arquitetura, mas não podemos nos adaptar ao vestuário. Um exemplo disso é: poderíamos viver em uma cidade medieval sem a mínima comodidade e com suas limitações, mas ainda assim seria possível, por outro lado não poderíamos usar roupas de inverno em épocas de verão. O vestuário nesse caso seria inútil, pois ele só responderá a uma função: nos proteger do frio. Portanto nossa adaptação aos monumentos arquitetônicos é muito maior do que ao vestuário, o Museu da Pampulha nos prova isso, antes um cassino mas agora é um museu. 
                Deixo aqui minha reflexão sobre a diferença entre arquitetura e vestuário.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Parágrafos sobre o texto Animação Cultural

         O homem expressa seus desejos e anseios para o mundo através da produção de objetos, seja por necessidade ou mera vontade. Os objetos então foram inicialmente um meio de alcance para algo desejado, uma ferramenta para algo maior, como um parafuso que sustenta uma televisão. Quando o objeto passa a se tornar um ser animado esse se comporta com atitudes humanas, por exemplo um robô. O homem tem a necessidade ideológica de se refletir como se a criação fosse um espelho, que pode ganhar funções humanas e quem sabe um dia o raciocínio natural que levamos anos para adquirir, além disso, o futuro tecnológico é ainda muito temido pela enorme dimensão a qual ele esta se encaminhando.
         A necessidade de controlar os meios diversos que existem no mundo vai além da relação ser humano/mundo tecnológico. Nossa primeira aula foi um exemplo desse paradoxo, usou-se de uma voz robotizada para nós dar comandos ao mesmo tempo que nos era exigido conversas "telepáticas" apenas com olhares para indicar funções aos nossos colegas. Um ser inanimado exigia uma percepção humana aguçada, algo somente capaz para nós "seres pensantes". Essa experiência nos fez refletir em torno da questão: os objetos estão assumindo o controle dos seres humanos? Será a sociedade escrava de suas invenções? Percebo que a maioria de meus colegas concordam nesse ponto de vista, a inovação tecnológica é sim capaz de submeter o homem a suas limitações. Por outro lado há aqueles que discordam que futuramente o mundo não será dominado pelas máquinas como já demonstrado em vários filmes nos cinemas mundiais. Que o homem sempre será o ser dominador. Portanto que sempre haverá um progresso. Atualmente jé percebe-se que a autonomia humana perde-se no tempo e espaço deixando-nos reféns dos milhares de softwares que nos controlam desde a hora em que acordamos. Sendo assim, acredito que desde já somos controlados (indiretamente) por nossas criações. Enquanto programadores, esperamos respostas dos materiais programados que por serem limitados a nossa atual tecnologia, nos deixam a falsa sensação de controle. Nós criamos nossas barreiras ao mesmo tempo que quebramos outras, esse é o ciclo em que o homem atual se encontra.